{"id":2,"date":"2024-01-04T16:22:16","date_gmt":"2024-01-04T16:22:16","guid":{"rendered":"https:\/\/sanjoaninas.cmah.pt\/?page_id=2"},"modified":"2026-03-02T11:26:38","modified_gmt":"2026-03-02T11:26:38","slug":"sample-page","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sanjoaninas.cmah.pt\/?page_id=2","title":{"rendered":"Tema"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-group alignfull has-global-padding is-layout-constrained wp-container-core-group-is-layout-f4b79f12 wp-block-group-is-layout-constrained has-background\" style=\"padding-top:var(--wp--preset--spacing--30);padding-right:0;padding-bottom:var(--wp--preset--spacing--30);padding-left:0;background-image:url(&apos;https:\/\/sanjoaninas.cmah.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/bg-sj-26.jpg&apos;);background-size:cover;background-attachment:fixed;\">\n<div class=\"wp-block-group has-base-2-background-color has-background has-global-padding is-layout-constrained wp-container-core-group-is-layout-80fb368b wp-block-group-is-layout-constrained\" style=\"padding-top:var(--wp--preset--spacing--30);padding-right:var(--wp--preset--spacing--30);padding-bottom:var(--wp--preset--spacing--30);padding-left:var(--wp--preset--spacing--30)\">\n<h2 class=\"wp-block-heading has-contrast-2-color has-text-color has-link-color wp-elements-cf3446a7580260ee546892726c9fc21d\">Angra e a A\u00e7orianidade<\/h2>\n\n\n\n<p>Autor: Tom\u00e9 Ribeiro Gomes<\/p>\n\n\n\n<p>Aos cinquenta anos, a autonomia regional merece ser celebrada. Celebrada n\u00e3o s\u00f3 no sentido cerimonial do termo, usado para ocasi\u00f5es como os feriados nacionais, em que as figuras centrais da nossa vida nacional fazem discursos, as For\u00e7as Armadas desfilam perante o povo e todos se p\u00f5em em sentido para ouvir o hino.<\/p>\n\n\n\n<p>Merece isso, \u00e9 certo, mas tamb\u00e9m merece outro tipo de celebra\u00e7\u00e3o. Aquela que tem lugar quando fazemos anos ou casamos ou assistimos \u00e0 vit\u00f3ria da nossa equipa: a celebra\u00e7\u00e3o enquanto festa. Porque nos A\u00e7ores, e em particular na Ilha Terceira, sem festa n\u00e3o h\u00e1 povo, e sem povo a autonomia n\u00e3o teria nada dentro.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi esse povo que, nesta e noutras ilhas, viveu o tumultuoso processo de cria\u00e7\u00e3o da democracia, entre 1974 e 1976, debatendo o seu futuro entre muitos outros poss\u00edveis. O resultado foi um estatuto pol\u00edtico-administrativo in\u00e9dito no ordenamento jur\u00eddico portugu\u00eas: a autonomia regional. As nove ilhas passaram a ser uma s\u00f3 entidade pol\u00edtica, embora uma entidade composta por v\u00e1rias comunidades. \u00c9 o mar que as isola, que as separa umas das outras e do resto do mundo.<\/p>\n\n\n\n<p>No seu isolamento determinado pela geografia \u2013 que nos A\u00e7ores \u201cvale outro tanto como a hist\u00f3ria\u201d, escreveu Nem\u00e9sio \u2013 cada comunidade ganha os seus h\u00e1bitos, as suas maneiras de falar, de ser e de pensar. Por\u00e9m, o compromisso auton\u00f3mico convoca-as para uma conversa sobre o destino comum do arquip\u00e9lago.<\/p>\n\n\n\n<p>Este debate sobre o nosso futuro partilhado \u00e9 o cerne da autonomia. Se queremos saber para onde vamos, temos primeiro de saber de onde partimos. Ou seja, saber quem somos. Esta pergunta n\u00e3o encontra resposta no abstrato, mas sim da pr\u00e1tica di\u00e1ria da a\u00e7orianidade. A resposta esconde-se algures no nevoeiro, na gastronomia, nos sotaques, nas cantigas populares, na afli\u00e7\u00e3o dos sismos, no Esp\u00edrito Santo, e em tantas outras coisas que tomamos por banais, mas que nos tornam \u00fanicos.<\/p>\n\n\n\n<p>Tudo isto \u00e9 nosso, mas tamb\u00e9m \u00e9 para partilhar, n\u00e3o fosse o gosto de bem receber outro tra\u00e7o distintivo a\u00e7oriano. Nestas festas, os angrenses abrem as portas da cidade \u00e0s outras ilhas, ao continente, \u00e0 di\u00e1spora, para que venham viver a sua riqu\u00edssima cultura. Durante estes dias, Angra \u00e9 o ponto de encontro do arquip\u00e9lago onde, com descontra\u00e7\u00e3o, alegria e generosidade, se prova que os a\u00e7orianos s\u00e3o um povo. O que \u00e9 algo que nem todos podem dizer.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Angra e a A\u00e7orianidade Autor: Tom\u00e9 Ribeiro Gomes Aos cinquenta anos, a autonomia regional merece ser celebrada. 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