{"id":55,"date":"2024-01-24T14:27:32","date_gmt":"2024-01-24T14:27:32","guid":{"rendered":"https:\/\/sanjoaninas.cmah.pt\/?page_id=55"},"modified":"2026-03-05T12:31:58","modified_gmt":"2026-03-05T12:31:58","slug":"cartaz","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sanjoaninas.cmah.pt\/?page_id=55","title":{"rendered":"Cartaz"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-group alignwide has-global-padding is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\" style=\"padding-top:0;padding-bottom:0\">\n<div class=\"wp-block-columns alignwide is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-28f84493 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<div class=\"wp-block-group alignwide is-horizontal is-content-justification-left is-nowrap is-layout-flex wp-container-core-group-is-layout-135d6855 wp-block-group-is-layout-flex\">\n<figure class=\"wp-block-image size-full is-style-default\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1241\" height=\"1754\" src=\"https:\/\/sanjoaninas.cmah.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/cartaz-sanjoaninas-2026-RGB-150dpi.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-899\" srcset=\"https:\/\/sanjoaninas.cmah.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/cartaz-sanjoaninas-2026-RGB-150dpi.png 1241w, https:\/\/sanjoaninas.cmah.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/cartaz-sanjoaninas-2026-RGB-150dpi-212x300.png 212w, https:\/\/sanjoaninas.cmah.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/cartaz-sanjoaninas-2026-RGB-150dpi-725x1024.png 725w, https:\/\/sanjoaninas.cmah.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/cartaz-sanjoaninas-2026-RGB-150dpi-768x1085.png 768w, https:\/\/sanjoaninas.cmah.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/03\/cartaz-sanjoaninas-2026-RGB-150dpi-1087x1536.png 1087w\" sizes=\"auto, (max-width: 1241px) 100vw, 1241px\" \/><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:50%\">\n<div class=\"wp-block-group has-base-2-background-color has-background has-global-padding is-layout-constrained wp-container-core-group-is-layout-86dba5ee wp-block-group-is-layout-constrained\" style=\"padding-top:var(--wp--preset--spacing--10);padding-right:var(--wp--preset--spacing--10);padding-bottom:var(--wp--preset--spacing--10);padding-left:var(--wp--preset--spacing--10)\">\n<p>Autor: R\u00faben Quadros Ramos<\/p>\n\n\n\n<p>As Sanjoaninas 2026 associam-se \u00e0s comemora\u00e7\u00f5es do cinquenten\u00e1rio da Autonomia. Cinquenta anos podem parecer pouco \u00e0 escala da hist\u00f3ria, mas representam uma transforma\u00e7\u00e3o decisiva na vida destas ilhas. A Autonomia foi \u2014 e continua a ser \u2014 um instrumento fundamental de valoriza\u00e7\u00e3o e dignifica\u00e7\u00e3o da nossa condi\u00e7\u00e3o insular. Importa, por\u00e9m, recordar que a ideia de autogoverno n\u00e3o nasceu em 1976. \u00c9 uma aspira\u00e7\u00e3o antiga, que acompanha a constru\u00e7\u00e3o da nossa identidade. Desde que os A\u00e7ores ganharam relev\u00e2ncia estrat\u00e9gica no contexto das Grandes Navega\u00e7\u00f5es, tornou-se evidente que governar estas ilhas exigia aten\u00e7\u00e3o \u00e0s suas particularidades. Longe do continente, separados pelo mar, sempre enfrentamos desafios pr\u00f3prios \u2014 ora naturais, econ\u00f3micos ou sociais \u2014 que nem sempre foram plenamente compreendidos a partir de fora.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo no s\u00e9culo XVI, com a cria\u00e7\u00e3o da Diocese de Angra, reconhecia-se a necessidade de existir uma estrutura pr\u00f3pria ajustada \u00e0 realidade insular. Mais tarde, no s\u00e9culo XVIII, com a Capitania Geral dos A\u00e7ores, criou-se uma administra\u00e7\u00e3o unificada do arquip\u00e9lago \u2014 uma experi\u00eancia embrion\u00e1ria de governa\u00e7\u00e3o aut\u00f3noma. J\u00e1 no final do s\u00e9culo XIX, a autonomia administrativa dos distritos insulares representou uma abordagem diferente. Ainda assim, durante demasiado tempo, os A\u00e7ores viveram marcados pelo abandono e pela escassez de oportunidades, sendo a emigra\u00e7\u00e3o um destino inevit\u00e1vel para muitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi o 25 de Abril que abriu definitivamente espa\u00e7o \u00e0s reivindica\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas dos a\u00e7orianos. Em 1976 nasce a Regi\u00e3o Aut\u00f3noma dos A\u00e7ores, afirmando um princ\u00edpio simples e essencial: quem aqui vive \u00e9 que sabe como aqui quer viver. A Autonomia permitiu consolidar as institui\u00e7\u00f5es, investir em infraestruturas e fortalecer os servi\u00e7os p\u00fablicos. Travou o ciclo da emigra\u00e7\u00e3o for\u00e7ada e criou a possibilidade real de viver com dignidade no arquip\u00e9lago. Mas a Autonomia n\u00e3o pode ser dada como garantida; exige vigil\u00e2ncia e responsabilidade permanentes, sobretudo quanto aos riscos da centraliza\u00e7\u00e3o excessiva e das descentraliza\u00e7\u00f5es levianas.<\/p>\n\n\n\n<p>Foi a partir desta reflex\u00e3o que constru\u00ed este cartaz. No centro da composi\u00e7\u00e3o surge uma figura feminina que personifica a Autonomia, num momento simb\u00f3lico onde se encontram o passado, presente e futuro.<\/p>\n\n\n\n<p>Em retrospectiva, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favida de que a hist\u00f3ria institucional dos A\u00e7ores tem ra\u00edzes profundas nesta cidade. As centralidades que Angra foi assumindo ao longo dos s\u00e9culos, muito por for\u00e7a da sua ba\u00eda, est\u00e3o representadas na S\u00e9, no Pal\u00e1cio dos Capit\u00e3es-Generais e nos Pa\u00e7os da Junta Geral. Assim, \u00e9 justo afirmar que a Autonomia tem os p\u00e9s bem assentes aqui.<\/p>\n\n\n\n<p>De olhos postos no horizonte, a figura volta-se para o futuro, na certeza de que a emigra\u00e7\u00e3o j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica sa\u00edda e de que o mar \u00e9 o seu bem mais precioso. No topo do cartaz, o a\u00e7or dourado e as nove estrelas evocam a bandeira dos A\u00e7ores \u2014 o s\u00edmbolo maior da nossa Autonomia.<\/p>\n\n\n\n<p>No presente, na espuma de dias incertos, violentos e aflitivos, \u00e0 Autonomia e aos a\u00e7orianos, resta-nos confiar no manto do Divino Esp\u00edrito Santo.<\/p>\n\n\n\n<p>No cinquenten\u00e1rio da Regi\u00e3o Aut\u00f3noma dos A\u00e7ores, celebramos o caminho percorrido e refor\u00e7amos a responsabilidade de continuar a construir o futuro. Porque a Autonomia n\u00e3o \u00e9 apenas uma forma de governo \u2014 \u00e9 uma afirma\u00e7\u00e3o de identidade, de dignidade e de confian\u00e7a no nosso pr\u00f3prio destino.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Autor: R\u00faben Quadros Ramos As Sanjoaninas 2026 associam-se \u00e0s comemora\u00e7\u00f5es do cinquenten\u00e1rio da Autonomia. Cinquenta anos podem parecer pouco \u00e0 escala da hist\u00f3ria, mas representam uma transforma\u00e7\u00e3o decisiva na vida destas ilhas. A Autonomia foi \u2014 e continua a ser \u2014 um instrumento fundamental de valoriza\u00e7\u00e3o e dignifica\u00e7\u00e3o da nossa condi\u00e7\u00e3o insular. 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